Menu

Rádio Fit

sábado, 24 de dezembro de 2016

REVIEW: SMARTPHONE GOOGLE PIXEL


A Google acredita que a linha Nexus cumpriu o seu propósito na indústria de smartphones Android. Ela tinha a missão de guiar as fabricantes pelo “caminho certo” no que diz respeito a software. Dá para dizer que a Google consegui convencer todas as suas parceiras de que a sua concepção do Android era a mais adequada para o usuário, e eventualmente a maioria delas passou a seguir os padrões de design originais do Robô, mesmo que com interpretações diferentes.
O primeiro smartphone desenvolvido totalmente pela criadora do Android, tanto no software quanto no hardware
Considerando esse movimento, a Google percebeu que não precisava mais ser a mãe que leva as crianças pela mão e resolveu seguir o seu caminho de forma mais independente. Esse caminho foi o Google Pixel, o primeiro smartphone desenvolvido totalmente pela criadora do Android, tanto no software quanto no hardware.
Infelizmente, esse aparelho não está à venda no Brasil e nem deve chegar ao nosso país, dado que desde o LG Nexus 5, de 2013, a empresa não traz mais seus dispositivos ao mercado nacional. De qualquer forma, é possível comprar um Pixel ou Pixel XL no exterior e trazer para cá sem maiores preocupações. O modelo norte-americano desbloqueado (G-2PW4100) funciona sem problemas na nossa rede 4G LTE.
Seja como for, o Pixel tem um potencial enorme de ser para a indústria de smartphones um novo marco, que talvez redefiniria esse segmento. Mas a pergunta que temos é: será que ele é bom o suficiente para carregar toda essa responsabilidade nas costas? O celular da Google certamente não é perfeito, mas a gente vai mostrar como ele chega perto disso, ao passo que também se distancia.

Desempenho

É difícil encontrar um smartphone com desempenho melhor o do Google Pixel por aí. O celular conta com um processador superatual da Qualcomm, o Snapdragon 821, combinado com 4 GB de RAM e um sistema bastante otimizado. Isso faz o Pixel ser extremamente fluido para uso cotidiano. A sensação do Android aqui é basicamente a que você tem em um iPhone novinho.
O aparelho também mostra seu poder ao lidar com jogos pesados, como FIFA Mobile. Você consegue ainda editar imagens RAW no Lightroom sem nenhum problema de desempenho. Portanto, não é necessário dizer que jogos mais intermediários, como Horizon Chase e PinOut! não fazem nem cócegas nas capacidades computacionais e gráficas do Pixel.


Tudo isso só foi possível porque a Google teve pela primeira vez a chance de controlar toda a construção do hardware, qualidade de fabricação e produção do software. Assim, o smartphone consegue dar conta das mesmas coisas que seus concorrentes, mas de uma maneira mais natural, sem momentos de lentidão ou pequenas travadinhas. Dê uma olhada agora nos benchmarks.

Benchmarks

Para a realização desta análise, submetemos o Google Pixel a três aplicativos de benchmark. São eles: 3D Mark (Ice Storm Unlimited), AnTuTu Benchmark 6 e Vellamo Mobile Benchmark (HTML 5 e Metal).

O teste Ice Storm Unlimited, do 3D Mark, é utilizado para fazer comparações diretas entre processadores e GPUs. Fatores como resolução do display podem afetar o resultado final. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.


Um dos aplicativos de benchmark mais conceituados em sua categoria, o AnTuTu Benchmark 6 faz testes de interface, CPU, GPU e memória RAM. Os resultados são somados e geram uma pontuação final. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

O Vellamo Mobile Benchmark aplica dois testes ao aparelho: HTML5 e Metal. No primeiro deles é avaliado o desempenho do celular no acesso direto à internet via browser. Já no teste Metal, o número final indica a performance do processador. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

Design

O Design do Pixel não chama muita atenção, e a gente imagina que essa deve ter sido a prioridade da Google; fazer um smartphone bem neutro. Ele está longe de ser feio, mas o único elemento que o faz se destacar um pouquinho é essa “janela de vidro” na traseira. Ela provavelmente serve para ajudar na tradição de sinal de celular, bem como de NFC e outros.

Seu design não foi feito para impressionar ninguém
Ao mesmo tempo, ela oferece um destaque interessante para o smartphone, que poderia ser bem mais sem graça caso fosse completamente de metal. Não nos entenda mal, o Pixel não é feio. Longe disso. Só estamos falando que seu design não foi feito para impressionar ninguém, como é o caso dos smartphones top de linha da Samsung.
Essa tal janela ainda conta com um buraco para o leitor de impressões digitais, que tem uma superfície quase tão brilhosa quanto a do vidro. Ele é muito rápido e preciso, e o posicionamento na parte de trás é bem confortável. Ainda temos a câmera e o flash, que estão completamente rentes com a superfície. Ou seja, não há protuberância alguma, como nos Moto Z, Galaxy S7 ou iPhones 7.

A carcaça tem algumas linhas de antenas, mas elas estão bem disfarçadas. Na parte do fundo, há duas aberturas que parecem abrigar os alto-falantes, mas só uma delas de fato serve para tal. Ou seja, o som do Pixel é mono. A qualidade, entretanto, é bem interessante e nos surpreendeu um pouco. Há ainda uma entrada USB-C 1.0, que é equivalente à USB 3.0.
Na parte do design, apenas três coisas nos incomodaram. Os botões de volume e energia parecem meio frouxos, e a sensação ao apertá-los não é tão premium. Isso é algo bem desimportante, mas vale a pena ser comentado. Outro detalhe é o fato de haver bordas muito grandes em volta da tela, especialmente acima e abaixo dela. Esse “queixo” não tem qualquer utilidade. Por fim, a o fato de ele não ser à prova d’água nem resistente ao líquido é um tanto decepcionante.

Por outro lado, a textura do metal no qual o Pixel é construído é bem diferente do que já vimos em iPhones e outros dispositivos de carcaça metálica. Por isso, o Pixel não escorrega tão fácil da mão quanto os smartphones da Apple, por exemplo. Mas, ainda assim, ele continua mais liso do que deveria.

Tela

A tela do Pixel foi uma grata surpresa em nossos testes. Estamos falando de um display “pequeno”, de apenas 5,0’’ e resolução Full HD. A combinação dessas medidas torna a densidade de pixels bem alta (441 ppi) e isso ajuda a tornar essa tela uma das mais vívidas entre smartphones desse tamanho. O nível máximo de brilho é bem interessante, e você consegue ver tudo que aparece no display mesmo sob a luz forte do sol. Contudo, essa característica do Pixel não se compara ao que já vimos em smartphones da Sony por exemplo.
Outro ponto positivo para a tela é o padrão AMOLED, que oferece contraste altíssimo e reprodução muito fiel para as cores. Portanto, pretos são realmente pretos e coisas coloridas ficam com um aspecto muito vivo e bonito. Para completar o pacote, os ângulos de visão são muito amplos, o que torna o Pixel ideal para consumir vídeos e jogos.

A versão maior do Pixel, o Pixel XL, por sua vez, tem um display mais avantajado e uma resolução bem mais alta, 2K. Isso quer dizer que o smartphone grande é mais adequado para realidade virtual, ao passo que o Pixel comum pode não oferecer uma experiência tão realista.

Software

O software do Pixel é o seu maior ponto positivo. Estamos falando da versão mais atual do Android com a garantia de suporte duradouro da própria Google. Portanto, dá para usar esse smartphone por três anos ou até mais sempre com a versão mais nova do Robô.
Vale destacar, entretanto, que o celular vem com a interface Pixel Launcher, que não é a mesma do “Android Puro” que estamos acostumados a ver em aparelhos Nexus, Moto e Quantum. Há algumas diferenças, mas a estrutura geral continua a mesma. Para acessar a gaveta de apps, por exemplo, você precisa fazer um gesto arrastando o dedo de baixo para cima na tela, em vez de apertar um botão fixo.
Compartilhe

Previous Post
Próximo Post
Unknown

Written by

posts relacionados

0 comentários:

Olá eu sou a Fi!
Deixe as suas duvidas que eu vou te ajudar.